quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Onda de remakes gera lucros em Hollywood

Dumbo, Aladdin, Toy Story e Rei Leão foram alguns dos lançamentos do ano. Não, não estamos nos anos 90, mas sim em 2019, possivelmente a grande época dos remakes e do resgate de franquias de sucesso. Só de bilheteria nos Estados Unidos da América, esses quatro longas juntos ultrapassaram a marca dos 4 bilhões de dólares, segundo o site Box Office Mojo, especializado em bilheterias cinematográficas.



O professor Sérgio Mota, do curso de Comunicação Social da PUC-Rio, falou um pouco sobre o início dessa leva de releituras: 



Além da Disney recriando seus próprios filmes, algumas franquias antigas estão ganhando filmes derivados, como Star Wars, Velozes e Furiosos, Rocky e Rambo.
Sobre franquias que estão ganhando continuações e derivados, o jornalista Paulo Guerra acredita que existe uma escassez de personagens e histórias marcantes com "m" maiúsculo. Ele também acha que a maioria não deve sobreviver ao tempo. "Eles possuem brilho, mas um brilho derivado. Só sobrevivem como eco dos anteriores, esses sim com brilho original", completa. "Mas isso envolve outras coisas, por exemplo os grandes atores de hoje não são marcados por um personagem, pelo contrário, DiCaprio deve ser o maior ator nos últimos 20 anos e é versátil, Rocky e (Sylvester) Stallone são um só, se misturam mesmo em outros personagens", ele conclui.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

As 10 melhores músicas e álbuns da década

A conceituada revista digital Pitchfork elegeu as 200 melhores músicas e álbuns da década, que se encerra em três meses. Confira o top 10 das listas:

10 melhores músicas da década:

10) Lil Uzi Vert – "XO TOUR Llif3"
9) Lana Del Rey – "Video Games"
8) Solange – "Cranes in the Sky"
7) Mitski – "Your Best American Girl"
6) Azealia Banks – "212"
5) Frank Ocean – "Thinkin Bout You"
4) Beyoncé – "Formation"
3) Robyn – "Dancing on My Own"
2) Grimes – "Oblivion"
1) Kendrick Lamar – "Alright"


10 melhores álbuns da década:

10) Frank Ocean - Channel Orange (2012)
9) D'Angelo & the Vanguard Black Messiah (2014)
8) Robyn - Body Talk (2010)
7) Vampire Weekend - Modern Vampires of the City (2013)
6) Solange - A Seat at the Table (2016)
5) Fiona Apple - The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do (2012)
4) Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly (2015)
3) Beyoncé - Beyoncé (2013)
2) Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010)
1) Frank Ocean - Blonde (2016)
Blond, de Frank Ocean, foi eleito o melhor álbum da década


O que acharam da lista? Deixe sua opinião nos comentários e fique com essa playlist das 10 melhores músicas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Rock in Rio 2019 - Playlist de aquecimento

A edição deste ano do Rock in Rio começa amanhã, 27, com o rapper canadense Drake sendo a principal atração. O Meu Coração Pop traz hoje uma playlist de aquecimento para quem vai curtir o festival, com os principais artistas do palco Mundo e Sunset. 

E aí, curtiu? Deixe seu comentário.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Por que um filme sobre a Suzane von Richthofen incomoda tanto?

Foto: Divulgação
Nesta semana foram lançadas imagens de divulgação sobre o filme "A Menina Que Matou os Pais", que deve retratar a história de Suzane von Richthofen, condenada por ser mentora do assassinato dos próprios pais. Nas redes sociais se iniciou uma grande discussão sobre a necessidade de um filme assim e criticando a "romantização" que criminosos brasileiros ganham nos cinemas.

Antes de tudo, creio ser muito difícil falar sobre o teor desse filme específico sem no mínimo um trailer ter sido lançado. A única coisa que sabemos sobre como a história será contada é que vai ter como base os autos do processo. Também foi revelado que além do ponto de vista de Suzane, será lançado no mesmo dia "O Menino Que Matou Meus Pais", que vai trazer a versão de Daniel Cravinhos, namorado de Suzane na época, que junto com seu irmão (Cristian), mataram os pais de Van Richthofen. 

Tendo isto em vista, por que essa história ser contada nas telonas incomoda tanto? Só neste ano tivemos "Era Uma Vez Em... Hollywood", que abordava Charles Manson e sua seita, e nas próximas semanas estreia "Coringa", que vai trazer uma história de origem do maior vilão do Batman. Além disso, American Crime Story (antologia sobre criminosos americanos) e "Mindhunter", seriado produzido por David Fincher e Charlize Theron sobre assassinos em série, são algumas das séries que mais fizeram sucesso nos últimos anos e tiveram boa audiência aqui no Brasil. Por que uma história americana recebe aceitação e uma brasileira não? Já estamos em 2019, não faz sentido ainda vermos tudo que é de fora como ótimo e o que é daqui como ruim. Entendo que esse caso por ser daqui está mais próximo de nós, mas não pode ser desculpa para termos uma aversão. Histórias sobre criminosos fazem parte há muito tempo da indústria cultural. Além disso, todas essas obras acima possuem majoritariamente homens como protagonistas? Além de uma história nacional, aparentemente incomoda mais ainda ser uma mulher no papel principal. 

Por outro lado, nem tudo dá para defender. Suzane von Richthofen virou uma espécie de "meme" na Internet. Um perfil no Twitter chamado "Suzane Richthofen BR" possui mais de 6 mil seguidores, que são conhecidos como "richthorfãos" (autoexplicativo) e contam com tweets como esse: 
Também me pergunto se Suzane não fosse uma mulher branca e de classe alta, se ela teria esses fãs mesmo que seja por meme. Reconheço ser uma brincadeira, mas no momento em que memes estão virando presidentes, acho que é de extremo mau gosto. 

Previsto para 2019, os longas só devem estrear em 2020. O que acharam do texto? Deixe sua opinião nos comentários.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Camila Cabello e Shawn Mendes finalmente se beijam de verdade

Depois de várias especulações e imagens que diziam pouca coisa, o casal mais famoso do momento finalmente se beijou e confirmaram de vez o relacionamento. Em tom de brincadeira, Shawn Mendes publicou em seu perfil no Instagram um vídeo com Camila Cabello dizendo que estava triste como os fãs consideravam estranho o jeito que eles se beijavam, então resolveram gravar um beijo para lá de caliente. Confira o vídeo:


Os rumores que os dois estavam namorando surgiu após o vídeo de "Señorita", dueto lançado em junho. No vídeo, os cantores trocam várias carícias, que alimentaram os boatos de um possível relacionamento. Assista:

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Cansei de Ser Sexy vai se apresentar em São Paulo após oito anos

                                                                           Ouça "Superafim".

A banda paulista Cansei de Ser Sexy foi anunciada como atração do Popload Festival. Afastada dos palcos brasileiros desde 2011, a última apresentação da banda foi em 2014, em Hong Kong. Sucesso internacional  da cena alternativa do início dos anos 2000, o grupo possui hits como "Alala", "Music is My Hot Hot Sex" e "Superafim", e já participou de festivais ao redor do mundo como Coachella, Glastonbury e Lollapalooza.

O grupo entra no lugar da banda americana Beirut, que precisou cancelar sua vinda ao Brasil por motivos de saúde de Zach Condon, vocalista da banda. Em 2014, a banda também desmarcou seu show no mesmo Popload Festival.

O evento acontece em 15 de novembro no Memorial da América Latina e conta em seu lineup com Patti Smith, The Raconteurs, Tove Lo, entre outros. Os ingressos custam entre R$ 580 e R$ 800.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Último trailer de "Coringa" é lançado; assista



                    Assista ao trailer

Dirigido por Todd Philips (Se Beber, Não Case!, Cães de Guerra) e estrelado por Joaquin Phoenix (Her), foi lançado o último trailer do filme "Coringa", que deve trazer uma história de origem de um dos maiores vilões da cultura pop. O longa não deve ser baseado em "A Piada Mortal", uma HQ do Batman que mostra como o Coringa virou o inimgo número 1 do Morcego de Gotham. Nos cinemas, o filme "Batman (1989)" trouxe em sua narrativa Jack Napier (que mais tarde se tornaria o Coringa) como o assassino dos pais de Bruce Wayne, que foi o mais perto de contar nas telonas como o personagem surgiu. Desde então o vilão foi interpretado por Heath Ledger em "Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)" e Jared Leto em "Esquadrão Suicida (2016)". O filme estreia no Brasil em 3 de outubro.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

O quase beijo de Camila Cabello e Shawn Mendes é o ponto alto do VMA 2019

      
       Assista a performance e tirem suas próprias conclusões

Desde que ambos foram anunciados para se apresentarem no Video Music Awards, o VMA desse ano, a expectativa era que Camila Cabello e Shawn Mendes confirmassem os rumores de que estão namorando com um beijo. Para a tristeza de muita gente, isto não aconteceu. Os dois fizeram uma ótima performance de "Señorita", canção que ontem entrou no número 1 da Hot 100 da Billboard, a principal parada americana de singles, mas o beijo que todos estavam esperando não rolou.

Claro que a premiação não se resumiu apenas a isso. Taylor Swift abriu com um medley de duas canções do último álbum, "You Need to Calm Down" e "Lover". Lil Nas X, dono do hit do ano nos Estados Unidos ("Old Town Road"), cantou "Panini" seu próximo single, o que é pra mim inexplicável. Por mais que a canção que passou 19 semanas no topo do Hot 100 possa estar batida, é muito provável que nenhuma outra música sua chegue perto de ter um sucesso desse nível. Nem que fizesse um medley, como fez Swift, essa foi sua primeira apresentação numa premiação e ele deixou escapar uma grande oportunidade de eternizar ainda mais o hit.

A rapper Missy Elliot foi a grande homenageada da noite. Ela recebeu o Video Vanguard Award, que premia artistas por seu trabalho além da música. A cantora de 48 anos cantou grandes sucessos como "Get Ur Freak On" e "Lose Control".


Sobre a premiação em si, Taylor Swift também roubou a cena. A cantora levou o prêmio de "vídeo do ano" por "You Need To Calm Down" e de "vídeo por uma causa" pela mesma canção. Lil Nas X venceu o prêmio de "canção do ano" com o megahit "Old Town Road (Remix)". Rosalía e J Balvin levaram o prêmio de "melhor latino", com direito ao colombiano pedindo ajuda para a Amazônia em seu discurso.

Confira a lista com todos os vencedores no site da MTV.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Era uma vez... em Hollywood traz de maneira grandiosa a fórmula de Tarantino


Quentin Tarantino é sem dúvida um dos mais famosos cineastas desde os anos 90. Seus filmes possuem uma ótima bilheteria independente da história, mas "Era uma vez em... Hollywood (2019)" tinha um aperitivo a mais: anunciado em 2017, o longa teria como assunto principal Charles Manson, líder de uma seita responsável por vários assassinatos no final da década de 60, entre eles, o da atriz americana Sharon Tate, considerada na época uma grande promessa da indústria e indicada a um Globo de Ouro em 1968.

Entretanto, o que vimos nas telas não foi bem isso. A premissa do filme foi a história de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um ator de filmes e séries de bang-bang começando a ficar decadente em Hollywood e seu dublê/faz-tudo Cliff Booth (Brad Pitt). Essa foi a segunda vez que DiCaprio e Brad Pitt trabalhavam com o diretor. O ganhador do Oscar de melhor ator em 2016 pelo "O Regresso (2016)" havia interpretado Calvin Candie em "Django Livre (2012)", e Brad Pitt fez o inesquecível Tenente Aldo Raine em "Bastardos Inglórios (2009)". Essa porém foi a primeira vez que ambos os atores atuaram juntos. Margot Robbie, indicada ao Oscar ano passado, estreou com o diretor interpretando Sharon Tate, uma atriz que começava a chamar atenção de Hollywood. Outra novidade para Tarantino foi não ter Harvey Weinstein envolvido neste projeto. O produtor americano havia trabalhado com o diretor em diversos trabalhos, mas Tarantino decidiu cortar relações após os casos de abuso e assédio sexual virem à tona em 2017.

Voltando ao filme, a história em si não é original. O que não faltam são filmes sobre atores decadentes tentando se reinventarem, mas a relação de Rick Dalton com Cliff Booth chama atenção. O personagem de Brad Pitt chama mais atenção que o suposto protagonista do filme. Enquanto isso, vemos uma Sharon Tate se encontrando em Los Angeles e sendo vizinha de Rick Dalton, apesar dos dois nunca se verem. Crescia também a comunidade hippie americana (o filme é ambientado em 1969, ano da morte de Sharon Tate e do Festival Woodstock, um marco do movimento hippie), que é várias vezes zombada pelo personagem de DiCaprio.

A PARTIR DAQUI O TEXTO CONTÉM POTENCIAIS SPOILERS

Até um pouco mais de duas horas de filme, é difícil saber exatamente o que estamos assistindo. É um filme sobre um ator com medo de cair no esquecimento se arriscando em um novo trabalho? E Sharon Tate? Por que ela está desconectada da história? Ela é apenas a vizinha de Rick Dalton? Não deveria ela ser a principal pelo contexto do que aconteceu na vida real? É aí que entra Quentin Tarantino. Na meia hora final de filme, o diretor quebra todas as expectativas do espectador que foi aos cinemas esperando para ver uma simples representação do que aconteceu naquela noite de 8 de agosto de 1969. Diferente do que fez em "Bastardos Inglórios", a licença poética de Tarantino tem total influência para o fim da história, mesmo que ainda assim, na última cena em especial, você fique desconfiado. Se Sharon Tate ou Hollywood foram homenageados? Eu diria que a arte cinema foi a grande homenageada.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Quem sou eu

Meu nome é Lucas Barboza, tenho 23 anos e sou estudante de Comunicação Social da PUC-Rio. Comecei a graduação querendo ir para o jornalismo esportivo, mas descobri várias outras possibilidades. Ainda me interesso por esportes, mas atualmente estou mais ligado a área cultural. Sonho em fazer coberturas de grandes eventos, como festivais de música e cinema, premiações e convenções.

Aqui nesse espaço vou falar sobre cultura pop. Sou muito fã de música (é possível encontrar Ariana Grande, Chico Buarque e Iron Maiden numa mesma playlist minha), filmes, séries (qualquer coisa menos terror) e quadrinhos (principalmente os da Marvel). De alguns anos pra cá esse assunto tem me interessado muito. Costumo questionar comigo mesmo a partir de que momento começamos a usar o termo "cultura pop", como ela influencia a nossa sociedade, e talvez o mais importante, o que é a cultura pop propriamente dita.