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| Foto: Divulgação |
Antes de tudo, creio ser muito difícil falar sobre o teor desse filme específico sem no mínimo um trailer ter sido lançado. A única coisa que sabemos sobre como a história será contada é que vai ter como base os autos do processo. Também foi revelado que além do ponto de vista de Suzane, será lançado no mesmo dia "O Menino Que Matou Meus Pais", que vai trazer a versão de Daniel Cravinhos, namorado de Suzane na época, que junto com seu irmão (Cristian), mataram os pais de Van Richthofen.
Tendo isto em vista, por que essa história ser contada nas telonas incomoda tanto? Só neste ano tivemos "Era Uma Vez Em... Hollywood", que abordava Charles Manson e sua seita, e nas próximas semanas estreia "Coringa", que vai trazer uma história de origem do maior vilão do Batman. Além disso, American Crime Story (antologia sobre criminosos americanos) e "Mindhunter", seriado produzido por David Fincher e Charlize Theron sobre assassinos em série, são algumas das séries que mais fizeram sucesso nos últimos anos e tiveram boa audiência aqui no Brasil. Por que uma história americana recebe aceitação e uma brasileira não? Já estamos em 2019, não faz sentido ainda vermos tudo que é de fora como ótimo e o que é daqui como ruim. Entendo que esse caso por ser daqui está mais próximo de nós, mas não pode ser desculpa para termos uma aversão. Histórias sobre criminosos fazem parte há muito tempo da indústria cultural. Além disso, todas essas obras acima possuem majoritariamente homens como protagonistas? Além de uma história nacional, aparentemente incomoda mais ainda ser uma mulher no papel principal.
Por outro lado, nem tudo dá para defender. Suzane von Richthofen virou uma espécie de "meme" na Internet. Um perfil no Twitter chamado "Suzane Richthofen BR" possui mais de 6 mil seguidores, que são conhecidos como "richthorfãos" (autoexplicativo) e contam com tweets como esse:
Também me pergunto se Suzane não fosse uma mulher branca e de classe alta, se ela teria esses fãs mesmo que seja por meme. Reconheço ser uma brincadeira, mas no momento em que memes estão virando presidentes, acho que é de extremo mau gosto.Com sorriso radiante e selagem capilar em dia, Suzane Richthofen deixou a penitenciaria de Tremembé hoje cedo para saidinha do dia dos pais! ☺️ pic.twitter.com/p2YiX1EpcS— Suzane Richthofen BR (@SuzaneVRichBR) 9 de agosto de 2019
Previsto para 2019, os longas só devem estrear em 2020. O que acharam do texto? Deixe sua opinião nos comentários.

Nossa, super concordo com você! Acho que existe sim uma certa hipocrisia por parte nossa, mas ao mesmo tempo me questiono se isso não é espetacularizar os fatos. Acima de toda a discussão, acho um filme super necessário. Parabéns pelo texto!
ResponderExcluirAcho interessante produzirem um filme sobre esse caso que abalou tanto o Brasil, assim como teve a série da Globo sobre o ginecologista que estuprava as pacientes, casos reais podem sim ser abordados no audiovisual. MAS só acredito nessas produções se os envolvidos na história real não estiverem ganhando dinheiro com isso... é importante também contar essas histórias de forma cruel e não romantizada, senão pode influenciar esse carinho e identificação com os personagens, algo muito macabro. Vamos esperar pelo menos um trailer pra poder falar mais sobre os filmes...
ResponderExcluirEu realmente não sei qual é minha opinião sobre isso. Até certo ponto, acho uma especularização desnecessária de um caso trágico. Por outro lado, talvez seja necessário essa exposição sobre um caso desse tamanho para não apagarmos a "história"
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